sexta-feira, 11 de julho de 2014

HISTORIA DA IGREJA DA INGLATERRA P.2

 

               Dwight Lyman Moody  Célebre ganhador de almas (1837-1899)


Tudo aconteceu durante uma das famosas campanhas de Moody e Sankey para salvar almas. A noite de uma se_gunda-feira tinha sido reservada para um discurso dirigido aos materialistas. Carlos Bradlaugh, campeão do ceticis_mo, então no zênite da fama, ordenou que todos os membros dos clubes que fundara assistissem à reunião. Assim, cerca de 5000 homens, resolvidos a dominar o culto, entraram e ocuparam todos os bancos.
Moody pregou sobre o texto: " A rocha deles não é como a nossa Rocha, sendo os nossos próprios inimigos os juizes" (Deuteronômio 32.31).
"Com uma rajada de incidentes pertinentes e como_ventes das suas experiências com pessoas presas ao leito de morte, Moody deixou que os homens julgassem por si mes_mos quem tinha melhor alicerce sobre o qual deviam ba_sear sua fé e esperança. Sem querer, muitos dos assistentes tinham lágrimas nos olhos. A grande massa de homens, demonstrando o mais negro e determinado desafio a Deus estampado nos seus rostos, encarou o contínuo ataque de Moody aos pontos mais vulneráveis, isto é, o coração e o lar.
"Ao findar, Moody disse: 'Levantemo-nos para cantar: Oh! vinde vós aflitos! e, enquanto o fazemos, os porteiros abram todas as portas para que possam sair todos os que quiserem. Depois faremos o culto, como de costume, para aqueles que desejarem aceitar o Salvador.' Uma das pes_soas que assistiu a esse culto, disse: 'Eu esperava que todos saíssem imediatamente, deixando o prédio vazio. Mas a grande massa de cinco mil homens se levantou, cantou e assentou-se de novo; nenhum deles deixou seu assento!'
"Moody, então disse: 'Quero explicar quatro palavras: Recebei, crede, confiai, aceitai.' Um grande sorriso passou de um a outro em todo aquele mar de rostos. Depois de fa_lar um pouco sobre a palavra recebei, fez um apelo: 'Quem quer recebê-lo? É somente dizer: Quero.' Cerca de cin_qüenta dos que estavam em pé e encostados às paredes, responderam: 'Quero', mas nenhum dos que estavam sen_tados. Um homem exclamou: 'Eu não posso', ao que Moo_dy replicou: 'Falou bem e com razão, amigo; foi bom ter fa_lado. Escute e depois poderá dizer: Eu posso'. Moody en_tão explicou o sentido da palavra crer e fez o segundo ape_lo: 'Quem dirá: Quero crer nele?' De novo alguns dos ho_mens que estavam em pé responderam, aceitando, mas um dos chefes dirigente dum clube, bradou: 'Eu não quero!' Moody, vencido pela ternura e compaixão, respondeu com voz quebrantada: 'Todos os homens que estão aqui esta noite têm de dizer: Eu quero ou Eu não quero'.
"Então, levou todos a considerarem a história do Filho Pródigo, dizendo: 'A batalha é sobre o querer - só sobre o querer. Quando o Filho Pródigo disse: Levantar-me-ei a luta foi ganha, porque alcançara o domínio sobre a sua própria vontade. É com referência a este ponto que depen_de tudo hoje. Senhores, tendes aí em vosso meio o vosso campeão, o amigo que disse: Eu não quero . Desejo que to_dos aqui, que acreditam que esse campeão tem razão le_vantem-se e sigam o seu exemplo, dizendo: Eu não quero.' Todos ficaram quietos e houve grande silêncio até que, por fim, Moody interrompeu, dizendo: 'Graças a Deus! Ninguém diz: Eu não quero. Agora quem dirá: Eu quero? Instantaneamente parece que o Espírito Santo tomou con_ta do grande auditório de inimigos de Jesus Cristo, e cerca de quinhentos homens puseram-se de pé, as lágrimas ro_lando pelas faces e gritando: 'Eu quero! Eu quero!' Clama_ram até que todo o ambiente se transformou. A batalha foi ganha.
"O culto terminou sem demora, para que se começasse a obra entre aqueles que estavam desejosos de salvação. Em oito dias, cerca de dois mil foram transferidos das filei_ras do inimigo para o exército do Senhor, pela rendição da vontade. Os anos que se seguiram provaram a firmeza da obra, pois os clubes nunca se ergueram. Deus, na sua mise_ricórdia e poder, os aniquilou por seu Evangelho."
Um total de quinhentas mil preciosas almas ganhas para Cristo, é o cálculo da colheita que Deus fez por inter_médio de seu humilde servo, Dwight Lyman Moody. R. A. Torrey, que o conheceu intimamente, considerava-o, com razão, o maior homem do século XIX, isto é, o homem mais usado por Deus para ganhar almas.
Não é exagero dizer que, hoje em dia, muitas décadas depois de sua morte, os crentes se referem ao seu nome mais do que a qualquer outro nome depois dos tempos dos apóstolos.
Que ninguém julgue, contudo, que D. L. Moody era grande em si mesmo ou que tinha oportunidades que os de_mais não têm. Seus antepassados eram apenas lavradores que viveram por sete gerações, ou duzentos anos, no vale do Connecticut, nos Estados Unidos. Dwight nasceu a 5 de fevereiro de 1837, de pais pobres, o sexto entre nove filhos. Quando era ainda pequeno, seu pai faleceu e os credores tomaram conta do que ficou, deixando a família destituída de tudo, até da lenha para aquecer a casa em tempo de in_tenso frio.
Não há história que comova e inspire tanto quanto a daqueles anos de luta da viúva, mãe de Dwight. Poucos meses depois da morte de seu marido, nasceram-lhe gê_meos e o filho mais velho tinha apenas doze anos. O conse_lho de todos os parentes foi que ela entregasse os filhos para outros criarem. Mas com invencível coragem e santa dedicação a seus filhos, ela conseguiu filhos no próprio lar. Guarda-se ainda, como tesouro pre_cioso, sua Bíblia com as palavras de Jeremias 49.11 subli_nhadas: "Deixa os teus órfãos, eu os conservarei em vida; e confiem em mim tuas viúvas."
- "Pode-se esperar outra coisa a não ser que os filhos fi_cassem ligados à mãe e que crescessem para se tornarem homens e mulheres que conhecessem o mesmo Deus que ela conhecia?" - Assim se expressou Dwight, ao lado do ataúde quando ela faleceu com a idade de noventa anos: -"Se posso conter-me, quero dizer algumas palavras. É grande honra ser filho de uma mãe como ela. Já viajei mui_to, mas nunca encontrei alguém como ela. Ligava a si seus filhos de tal maneira que representava um grande sacrifí_cio para qualquer deles afastar-se do lar. Durante o pri_meiro ano depois que meu pai faleceu, ela adormecia todas as noites chorando. Contudo, estava sempre alegre e ani_mada na presença dos filhos. As saudades serviam para chegá-la mais perto de Deus. Muitas vezes eu me acordava e ela estava orando, às vezes, chorando. Não posso expres_sar a metade do que desejo dizer. Aquele rosto, como é querido! Durante cinqüenta anos não senti gozo maior do que o gozo de voltar a casa. Quando estava ainda a setenta e cinco quilômetros de distância, já me sentia tão inquieto e desejoso de chegar que me levantava do assento para passear pelo carro até o trem chegar à estação... Se chega_va depois de anoitecer, sempre olhava para ver a luz na ja_nela da minha mãe. Senti-me tão feliz esta vez por chegar a tempo de ela ainda me reconhecer! Perguntei-lhe: -'Mãe, me conhece?' Ela respondeu: - 'Ora, se eu te conhe_ço!' Aqui está a sua Bíblia, assim gasta, porque é a Bíblia do lar; tudo que ela tinha de bom veio deste livro e foi dele que nos ensinou. Se minha mãe foi uma bênção para o mundo é porque bebia desta fonte. A luz da viúva brilhou do outeiro durante cinqüenta anos. Que Deus a abençoe, mãe; ainda a amamos! Adeus, por um pouco, mãe!"

Ao contemplar o êxito de Dwight L. Moody, somos constrangidos a acrescentar: - Quem pode calcular as pos_sibilidades de um filho criado num lar onde os pais amam sinceramente ao Pai celestial a ponto de chamar diariamente todos os filhos para escutarem a sua voz na leitura da Bíblia e reverentemente clamarem a Ele em oração? Todos os filhos da viúva Moody assistiam aos cultos nos domingos; levavam merenda para passar o dia inteiro na igreja. Tinham de ouvir dois prolongados sermões e, no intervalo, assistir à Escola Dominical. Dwight, depois de trabalhar a semana inteira, achava que sua mãe exigia de_mais obrigando-o a assistir aos sermões, os quais não com_preendia. Mas, por fim, chegou a ser agradecido a essa boa mãe pela dedicação nesse sentido.
Com a idade de dezessete anos, Moody saiu de casa para trabalhar na cidade de Boston, onde achou emprego na sapataria de um seu tio. Continuou a assistir aos cultos, mas ainda não era salvo.
Notai bem, os que vos dedicais à obra de ganhar almas: não foi num culto que Dwight Moody foi levado ao Salva_dor. Seu professor da Escola Dominical, Eduardo Kimball, conta:
"Resolvi falar-lhe acerca de Cristo e de sua alma. Vaci_lei um pouco em entrar na sapataria, não queria embara_çar o moço durante as horas de serviço. Por fim, entrei, re_solvido a falar sem mais demora. Achei Moody nos fundos da loja, embrulhando calçados. Aproximei-me logo dele e, colocando a mão sobre seu ombro, fiz o que depois parecia-me um apelo fraco, um convite para aceitar a Cristo. Não me lembro do que eu disse, nem mesmo Moody podia lembrar-se alguns anos depois. Simplesmente falei do amor de Cristo para com ele, e o amor que Cristo esperava dele, de volta. Parecia-me que o moço estava pronto para receber a luz que o iluminou naquele momento e, lá nos fundos da sapataria, entregou-se a Cristo."
Na história dos crentes, através dos séculos, não há crente que fosse, no zelo, menos remisso e, no espírito, mais fervoroso em servir ao Senhor, desde a conversão até o dia da morte, do que Moody de Northfield. Quantas ve_zes depois, o senhor Kimball dava graças a Deus por não ter sido desobediente à visão celestial; qual teria sido o re_sultado se não tivesse falado ao moço naquela manhã na sapataria?!Era costume das igrejas daquela época, alugarem os as_sentos. Moody, logo depois da sua conversão, transbordan_do de amor para com seu Salvador, pagou aluguel de um banco, percorrendo as ruas, hotéis e casas de pensão solici_tando homens e meninos para enchê-lo em todos os cultos. Depois alugou mais um, depois outro, até conseguir encher quatro bancos, todos os Domingos. 
Mas isso não era sufi_ciente para satisfazer o amor que sentia para com os perdi_dos. Certo domingo visitou uma Escola Dominical em ou_tra rua. Pediu permissão para ensinar também, uma clas_se. O dirigente respondeu: "Há doze professores e dezesseis alunos, porém o senhor pode ensinar todos os alunos que conseguir trazer à escola." Foi grande a surpresa de todos quando Moody, no domingo seguinte, entrou com dezoito meninos da rua, sem chapéu, descalços e de roupa suja e esfarrapada, mas, como ele disse: "Todos com uma alma para ser salva." Continuou a levar cada vez mais alunos à Escola até que, alguns domingos depois, no prédio não ca_biam mais; então resolveu abrir outra escola em outra par_te da cidade. Moody não ensinava, mas arranjava profes_sores, providenciava o pagamento do aluguel e de outras despesas. Em poucos meses essa Escola veio a ser a maior da cidade de Chicago. Não julgando conveniente pagar ou_tros para trabalhar no Domingo, Moody, cedo, pela ma_nhã, tirava as pipas de cerveja (outros ocupavam o prédio durante a semana), varria e preparava tudo para o funcio_namento da escola. Depois, então, saía para convidar alu_nos. Às duas horas, quando voltava de fazer os convites, achava o prédio repleto de alunos.
Depois de findar a escola, ele visitava os ausentes e convidava todos para ouvirem a pregação, à noite. No ape_lo, após o sermão, todos os interessados eram convidados a ficar para um culto especial, no qual tratavam individual_mente com todos. Moody também participava nessa co_lheita de almas.
Antes de findar o ano, 600 alunos, em média, assistiam à Escola Dominical, divididos em 80 classes. A seguir a as_sistência subiu a 10000 e, às vezes, a 1500.
O êxito de Moody na Escola Dominical atraiu a aten_ção de outros que se interessavam pelo mesmo trabalho.De vez em quando era convidado a participar nas grandes convenções das Escolas Dominicais. Certa vez, depois de Moody haver falado numa convenção, um orador censu_rou-o severamente por não saber dirigir-se a um auditório. Moody foi para a frente, e depois de explicar que reconhe_cia não ser instruído, agradeceu ao ministro por ter mos_trado seus defeitos e pediu-lhe que orasse a Deus para que o ajudasse a fazer o melhor que pudesse.
Ao mesmo tempo que Moody se aplicava à Escola Do_minical com tais resultados, esforçava-se, também, no co_mércio todos os dias. O grande alvo da sua vida era vir a ser um dos principais comerciantes do mundo, um multi_milionário. Não tinha mais de 23 anos e já tinha ajuntado 7000 dólares! Mas seu Salvador tinha um plano ainda mais nobre para seu servo.
Certo dia, um dos professores da Escola Dominical en_trou na sapataria onde Moody negociava. Informou-o de que estava tuberculoso e que, desenganado pelo médico, resolvera voltar para Nova Iorque e aguardar a morte. Confessou-se muito perturbado, não porque tinha de mor_rer, mas porque até então não conseguira levar ao Salvador nenhuma das moças da sua classe da Escola Dominical. Moody, profundamente comovido, sugeriu que visitassem juntos as moças em suas casas, uma por uma. Visitaram uma, o professor falou-lhe seriamente acerca da salvação da sua alma. A moça deixou seu espírito leviano e começou a chorar, entregando-se ao seu Salvador. Todas as outras moças que foram visitadas naquele dia fizeram o mesmo.
Passados dez dias, o professor foi novamente à sapata_ria. Com grande gozo informou a Moody que todas as mo_ças se haviam entregado a Cristo. Resolveram então convi_dar todas para um culto de oração e despedida na véspera da partida do professor para Nova Iorque. Todos se ajoe_lharam e Moody, depois de fazer uma oração, estava para se levantar quando uma das moças começou, também, a orar. 
Todos oraram suplicando a Deus em favor do profes_sor. Ao sair Moody suplicou: "Ó Deus, permite-me morrer antes de perder a bênção que recebi hoje aqui!"Moody, mais tarde, confessou: "Eu não sabia o preço que tinha de pagar, como resultado de haver participado na evangelização individual das moças. Perdi todo jeito de negociar; não tinha mais interesse no comércio. Experi_mentara um outro mundo e não mais queria ganhar di_nheiro... Oh! delícia, a de levar uma alma das trevas deste mundo à gloriosa luz e liberdade do Evangelho!"
Então, não muito depois de casar-se, com a idade de vinte e quatro anos, Moody deixou um bom emprego com o salário de cinco mil dólares por ano, um salário fabuloso naquele tempo, para trabalhar todos os dias no serviço de Cristo, sem ter promessa de receber um único cêntimo. De_pois de tomar essa resolução, apressou-se em ir à firma B. F. Jacobs & Cia., onde, muito comovido, anunciou: - "Já resolvi empregar todo o meu tempo no serviço de Deus!" -"Como vai manter-se?" - "Ora, Deus me suprirá de tudo, se Ele quiser que eu continue; e continuarei até ser obriga_do a desistir."
É muito interessante notar o que ele escreveu não mui_to depois, a seu irmão Samuel: "Caro irmão: As horas mais alegres que já experimentei na terra foram as que passei na obra da Escola Dominical. Samuel, arranja uma classe de moços perdidos leva-os à Escola Dominical e pede a Deus sabedoria, e instrui-os no caminho da vida eterna!" Ao mesmo tempo em que Moody descrevia a sua alegria, foi obrigado a deixar a pensão, a alimentar-se mais simples_mente e a dormir num dos bancos do salão.
Acerca de seu desprendimento pelo dinheiro, R. A. Tor-rey fez esta observação: "Ele (Moody) disse-me que, se ti_vesse aceitado lucros provenientes da venda dos hinários por ele publicados, eles somariam um milhão de dólares. Porém Moody recusou-se a tocar naquele dinheiro, embora por direito fosse seu... Numa certa cidade visitada por Moody nos últimos dias de sua vida, estando eu em sua companhia, foi publicamente anunciado que ele não acei_taria qualquer recompensa por seus serviços. O fato era que ele quase não tinha outros meios de sustento senão aquilo que recebia nas suas conferências, todavia ele não comentou o anúncio feito, mas saiu daquela cidade sem re_ceber um centavo sequer pelo seu árduo trabalho; e, pare_ce-me, que foi ele mesmo quem pagou sua conta no hotel onde se hospedara."
A parte da biografia de D. L. Moody que trata dos pri_meiros anos do seu ministério está repleta de proezas feitas na carne. Mencionamos aqui apenas uma, isto é, o fato de Moody fazer 200 visitas em um só dia. Ele mesmo mais tarde se referia àqueles anos como uma manifestação do "zelo de Deus, mas sem entendimento", acrescentando: Há, contudo muito mais esperança para o homem com zelo e sem entendimento do que para o homem de entendi_mento sem zelo."
Rompeu a tremenda Guerra Civil e Moody chegou com os primeiros soldados ao acampamento militar onde ar_mou uma grande tenda para os cultos. Depois ajuntou di_nheiro e levantou um templo onde dirigiu 1500 cultos du_rante a guerra. Uma pessoa que o conhecia assim comen_tou sua ação: "Moody precisa estar constantemente em to_dos os lugares, dia e noite, nos domingos e todos os dias da semana; orando, exortando, tratando com os soldados acerca das suas almas, regozijando-se nas oportunidades abundantes de trabalhar no grande fruto ao seu alcance por causa da guerra."
Depois de findar a guerra, dirigiu uma campanha para levantar em Chicago um prédio para os cultos, com capa_cidade para três mil pessoas. Quando, mais tarde esse edifício foi destruído por um incêndio, ele e dois outros ini_ciaram outra campanha, antes de os escombros haverem esfriado, para levantar novo edifício. Trata-se do Farwell Hall II, que se tornou um grande centro religioso em Chi_cago. O segredo desse êxito foram os cultos de oração que se realizavam diariamente, ao meio-dia, precedidos por uma hora de oração de Moody, escondido no vão debaixo da escada.
No meio desses grandes esforços, Moody resolveu, ines_peradamente, fazer uma visita à Inglaterra.
Em Londres, antes de tudo, foi ouvir Spurgeon pregar no Metropolitan Tabernacle. Já tinha lido muito do que "o príncipe dos pregadores" escrevera, mas ali pôde verificar que a grande obra não era de Spurgeon, mas de Deus, e saiu de lá com uma outra visão.
Visitou Jorge Müller e o orfanato em Bristol. Desde aquele tempo a Autobiografia de Müller exerceu tanta in_fluência sobre ele como já o tinha feito "O Peregrino", de Bunyan.
Entretanto, nessa viagem, o que levou Moody a buscar definitivamente uma experiência mais profunda com Cris_to, foram estas palavras proferidas por um grande ganha_dor de almas de Dubim, Henrique Varley: "O mundo ain_da não viu o que Deus fará com, para, e pelo homem intei_ramente a Ele entregue." Moody disse consigo mesmo: "E_le não disse por um grande homem, nem por um sábio, nem por um rico, nem por um eloqüente, nem por um inte_ligente, mas simplesmente por um homem. Eu sou um ho_mem, e cabe ao homem mesmo resolver se deseja ou não consagrar-se assim. Estou resolvido a fazer todo o possível para ser esse homem." Apesar de tudo isso, Moody, depois de voltar à América, continuava a se esforçar e a empregar métodos naturais. Foi nessa época que a cidade de Chicago foi reduzida a cinzas no pavoroso incêndio de 1871.
Na noite do início do pavoroso incêndio, Moody pregou sobre este tema: - "Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo?" Ao concluir seu sermão, ele disse ao auditório, o maior a que pregara em Chicago: "Quero que leveis esse texto para casa e nele mediteis bem durante a semana e no domingo vindouro iremos ao Calvário e à cruz e resolvere_mos o que faremos de Jesus de Nazaré."
- "Como errei!" disse Moody, depois. - "Não me atrevo mais a conceder uma semana de prazo ao perdido para de_cidir sobre a salvação. Se se perderem serão capazes de se levantar contra mim no dia do juízo. Lembro-me bem de como Sankey cantou e como sua voz soou quando chegou a estrofe de apelo: "O Salvador chama para o refúgio. Rom_pe a tempestade e breve vem a morte."
"Nunca mais vi aquele auditório. Ainda hoje desejo chorar... Prefiro ter a mão direita decepada, a conceder ao auditório uma semana para decidir o que fará de Jesus. Muitos me censuram dizendo: - "Moody, o senhor quer que o povo se decida imediatamente. Por que não lhe dá tempo para consultar?"
"Tenho pedido a Deus muitas vezes que me perdoe por ter dito naquela noite que podiam passar oito dias para considerar, e se Ele poupar minha vida não o farei de novo."
O grande incêndio rugiu e ameaçou durante quatro dias; consumindo Farwell Hall, o templo de Moody e a sua própria residência. Os membros da igreja foram todos dis_persos. Moody reconheceu que a mão de Deus o castigara para o ensinar, e isso tornou-se para ele motivo de grande regozijo.
Foi a Nova Iorque, a fim de granjear dinheiro para os flagelados do grande sinistro. Acerca do que se passou, ele mesmo escreveu: "Não sentia o desejo no coração de solici_tar dinheiro. Todo o tempo eu clamava a Deus pedindo que me enchesse do seu Espírito. Então, certo dia, na cida_de de Nova Iorque - Ah! que dia! Não posso descrevê-lo, nem quero falar no assunto; é experiência quase sagrada demais para ser mencionada. O apóstolo Paulo teve uma experiência acerca da qual não falou por catorze anos. Pos_so apenas dizer que Deus se revelou a mim e tive uma ex_periência tão grande do seu amor que tive de rogar-lhe que retirasse de mim sua mão. Voltei a pregar. Os sermões não eram diferentes; não apresentei outras verdades; contudo, centenas se converteram. Não quero voltar para viver de novo como vivi outrora nem que eu pudesse possuir o mun_do inteiro."
Acerca dessa experiência, um de seus biógrafos acres_centou: "O Moody que andava na rua parecia outro. Nun_ca jamais bebera mosto, mas então conhecia a diferença entre o júbilo que Deus dá e o falso júbilo de Satanás. En_quanto andava, parecia-lhe que um pé dizia a cada passo, 'Glória!' e o outro respondia, 'Aleluia!'. O pregador rom_peu em soluços, balbuciando: 'Ó Deus, constrange-nos an_dar perto de ti para todo o sempre.'"
Sobre o mesmo acontecimento, ainda outro escreveu o seguinte: "O fruto da sua pregação tinha sido pequeno. Angustiado em espírito, ele andava pelas ruas da grande cidade de noite orando: 'Ó Deus unge-me com teu Espírito!' - Deus ouviu e concedeu-lhe lá mesmo na rua, aquilo por que rogava. Sua vida anterior era como se experimen_tasse puxar água dum poço que parecia seco. Fazia funcio_nar a bomba com toda a força, mas tirava muito pouca água. Agora Deus fez sua alma como um poço artesiano onde nunca falta água. Assim chegou a compreender o que significam as palavras: "A água que eu lhe der, virá a ser nele uma fonte de água que mana para a vida eterna."
O Senhor supriu dinheiro para Moody construir um edifício provisório para realizar os cultos em Chicago. Era de madeira rústica, forrado de papel grosso para evitar o frio; o teto era sustentado por fileiras de estacas colocadas no centro. Nesse templo provisório realizaram-se os cultos, durante três anos, no meio dum deserto de cinzas. A maior parte do trabalho de construção fora feita pelos membros que moravam em ranchos ou mesmo em lugares escavados por debaixo das calçadas das ruas. Ao primeiro culto assis_tiram mais de mil crianças com seus respectivos pais!
Esse templo provisório serviu de morada para Moody e Sankey, seu evangelista-cantor; eram tão pobres como os outros em redor, mas tão cheios de esperança e gozo que conseguiram levar muitos a Cristo e se tornarem ricos, apesar de nada possuírem. Onda após onda de avivamento passou sobre o povo. Os cultos continuavam dia e noite, quase sem cessar, durante alguns meses. Multidões chora_vam seus pecados, às vezes dias inteiros e no dia seguinte, perdoados, clamavam e louvavam em gratidão a Deus. Homens e mulheres até então desanimados participavam do gozo transbordante de Moody, transformado pelo batis_mo com o Espírito Santo.
Não muito depois de haver construído o templo perma_nente (com assentos para 2000 pessoas - e sem endividar-se), Moody fez a sua segunda viagem à Inglaterra. Nos seus primeiros cultos nesse país, encontrou igrejas frias, com pouca assistência e o povo sem interesse nas suas mensagens. Mas a unção do Espírito, que Moody recebera nas ruas de Nova Iorque, ainda permanecia na sua alma e Deus o usou como seu instrumento para um avivamento mundial.
Não desejava métodos sensacionais, mas usou os mesmos métodos humildes até o fim da vida: sermão dirigido direto aos ouvintes; aplicação prática da mensagem do Evangelho à necessidade individual; solos cantados sob a unção do Espírito; apelo para que o perdido se entregasse imediatamente; uma sala no lado aonde levava os que se achavam em "dificuldades" em aceitar a Cristo; a obra que depois os salvos faziam entre os "interessados" e re_cém-convertidos; diariamente uma hora de oração ao meio-dia, e cultos que duravam dias inteiros.
O próprio Moody disse estas palavras: "Se estamos cheios do Espírito, e de poder, um dia de serviço com poder vale mais do que um ano de serviço sem esse poder." Outra vez acrescentou: "Se estamos cheios do Espírito, ungidos, nossas palavras alcançarão os corações do povo."
Na Inglaterra, as cidades de York, Senderland, Bishop, Auckland, Carlisle e Newcastle foram vivificadas como nos dias de Whitefield e Wesley. Na Escócia, em Edinburgh, os cultos se realizaram no maior edifício e "a cidade inteira ficou comovida." Em Glasgow, a obra começou com uma reunião de professores da Escola Dominical, a que assistiram mais de 3000. O culto de noite foi anuncia_do para às 6,30, mas muito antes da hora marcada, o gran_de edifício ficou repleto e a multidão que não pôde entrar foi levada para as quatro igrejas mais próximas. Essa série de cultos transformou radicalmente a vida diária do povo. Na última noite Sankey cantou para 7000 pessoas que es_tavam dentro do edifício, e Moody, sem poder entrar no auditório, subiu numa carruagem e pregou a 20 mil pes_soas que se achavam congregadas do lado de fora. O coral cantou os hinos de cima dum galpão. Em um só culto mais de 2000 pessoas responderam ao apelo para se entregarem definitivamente a Cristo.
Durante o verão, pregou em Aberdeen, Montrose, Brechin, Forfar, Huntley, Inverness, Arbroath, Fairn, Nairn, Elgin, Ferres, Grantown, Keith, Rothesay e Campbel-town; muitos milhares assistiam a todos os cultos.
Na Irlanda, Moody pregou nos maiores centros com os mesmos resultados, como na Inglaterra e Escócia. Os cul_tos em Belfast continuaram durante quarenta dias. O últi_mo culto foi reservado para os recém-convertidos, que só podiam ter ingresso por meio de bilhetes, concedidos gra_tuitamente. Assistiram 2.300 pessoas. Belfast fora o centro de vários avivamentos, mas todos concordam em que nun_ca houvera um avivamento antes desse de resultados tão permanentes.
Depois da campanha na Irlanda, Moody e Sankey vol_taram à Inglaterra e dirigiram cultos inesquecíveis em Shefield, Manchester, Birgmingham e Liverpool. Durante muitos meses, os maiores edifícios dessas cidades ficaram superlotados de multidões desejosas de ouvirem a apresen_tação clara e ousada do Evangelho por um homem livre de todo o interesse e ostentação. O poder do Espírito se mani_festou em todos os cultos produzindo resultados que per_manecem até hoje.
O itinerário de Moody e Sankey na Europa, findou-se após quatro meses de cultos em Londres. Moody pregava alternadamente em quatro centros. Os seguintes algaris_mos nos servem para compreender algo da grandeza dessa obra durante os quatro meses: Realizaram-se 60 cultos em Agricultural Hall, aos quais um total de 720.000 pessoas assistiram; em Bow Road Hall, 60 cultos, aos quais 600.000 assistiram; em Camberwell Hall, 60 cultos, com a assistên_cia de 480.000; Haymarket Opera House, 60 cultos, 330.000; Vitória Hall, 45 cultos, 400.000 assistentes.
Como é glorioso acrescentar aqui o seguinte: "As dife_renças entre as denominações quase desapareceram. Pre_gadores de todas as igrejas cooperavam numa plataforma comum para a salvação dos perdidos. Abriram-se de novo as bíblias e houve um grande interesse pelo estudo da Pa_lavra de Deus."
Quando Moody saiu dos Estados Unidos em 1873, era conhecido apenas em alguns Estados e tinha fama, apenas como obreiro de Escola Dominical e da Associação Cristã de Moços. Mas quando voltou da campanha na Inglaterra em 1875, era conhecido como o mais famoso pregador do mundo. Contudo continuou o mesmo humilde servo de Deus. Foi assim que uma pessoa que o conhecia intima_mente descreveu sua personalidade: "Creio que era a pes_soa mais humilde que jamais conheci... Ele não fingia hu_mildade. No íntimo do seu coração rebaixava-se a si mes-mo e superestimava os outros. Ele engrandecia outros ho_mens, e, sempre que possível arranjava para que eles pre_gassem. Fazia tudo para não aparecer."
Ao chegar novamente aos Estados Unidos, Moody rece_beu convites, para pregar, de todas as partes do País. Sua primeira campanha (em Brooklyn) foi um modelo para to_das as outras. As denominações cooperavam; alugaram um prédio que comportava 3000 pessoas. O resultado foi uma grande e permanente obra.
Durante um período de vinte anos, ele dirigiu campa_nhas com grandes resultados nas maiores cidades dos Es_tados Unidos, Canadá e México. Em diversos lugares as campanhas duraram até seis meses. Em todos os lugares Moody proclamava clara e praticamente a mensagem do Evangelho.
Nas suas campanhas havia ocasiões que eram realmen_te dramáticas. Em Chicago, o Circo Forepaugh, com uma tenda de lona que tinha assentos para 10.000 pessoas e lu_gares para outras 10.000 em pé, anunciou representações para dois domingos. Moody alugou a tenda para os cultos de manhã, os donos achando muita graça em tal tentativa. Mas no primeiro culto a tenda ficou repleta. Foram tão poucos os que assistiram às representações do circo à tar_de, que os donos resolveram não fazer sessão no segundo domingo. Entretanto, o culto realizou-se sob a lona no se_gundo domingo, o calor era tanto que dava a impressão de matar a todos, porém 18.000 pessoas ficaram em pé, ba_nhados em suor e esquecidos do calor. No silêncio que rei_nava durante a pregação de Moody, o poder desceu e cen_tenas foram salvos. Acerca de um desses cultos certo assis_tente deu estas impressões:
"Nunca jamais me esquecerei de certo sermão que Moody pregou. Foi no Circo de Forepaugh durante a Expo_sição Mundial. Estavam presentes 17.000 pessoas, de to_das as classes e de todas as qualificações. O texto do ser_mão foi: Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.' Grandiosa era a unção do pregador; pa_recia que estava em íntimo contacto com todos os corações daquela massa de gente. Moody disse repetidamente: Pois o Filho do homem veio - veio hoje ao Circo Forepaugh - para procurar e salvar o que se perdera.' Escrito e impres_so, isso parece um sermão comum, mas as suas palavras, pela santa unção que lhe sobreveio, tornaram-se palavras de espírito e de vida."
Durante a Exposição Mundial, no dia designado em honra de Chicago, todos os teatros da cidade fecharam, porque se esperava que todo o mundo fosse à Exposição a seis quilômetros de distância. Porém Moody alugou o Cen_tral Music Hall e R. A. Torrey testificou que a assistência era tão grande, que ele só conseguiu entrar por uma janela dos fundos do prédio. Os cultos de Moody continuaram tão concorridos que a Exposição Mundial teve de deixar de funcionar aos domingos, por falta de assistência.
Henrique Moorehouse, pregador escocês, dá a seguinte opinião acerca dos discursos de Moody:
1)  "Crê firmemente que o Evangelho salva os pecado_res, quando eles crêem, e confia na história simples do Sal_vador crucificado e ressuscitado.
2)  "Espera a salvação de almas, quando prega, e o re_sultado é que Deus honra a sua fé.
3) "Prega como se nunca jamais se realizasse outro cul_to e como se os pecadores nunca mais tivessem oportuni_dade de ouvir o som do Evangelho. Seus apelos a decisão agora mesmo são comoventes.
4)  "Consegue levar os crentes a trabalhar com os inte_ressados depois do sermão. Insiste em que perguntem aos que estão assentados ao lado se são salvos ou não. Tudo na sua obra é muito simples e aconselho os obreiros da seara do Senhor a aprenderem de nosso amado irmão algumas li_ções preciosas sobre a obra de ganhar almas."
O doutor Dale disse: "Acerca do poder de Moody, acho difícil falar. É tão real e ao mesmo tempo tão diferente do poder dos demais pregadores, que não sei descrevê-lo. Sua realidade é inegável. Um homem que pode cativar o inte_resse de um auditório de três a seis mil pessoas, por meia hora, de manhã, por quarenta minutos, de novo, ao meio-dia e de um terceiro auditório, de 13 a 15 mil, durante qua_renta minutos, à noite, deve ter um poder extraordinário."
Acerca desse poder maravilhoso, Torrey testificou: "Várias vezes tenho ouvido diversas pessoas dizerem que viajaram grandes distâncias para ver e ouvir D. L. Moody, e que ele, de fato, é um maravilhoso pregador. Sim, ele era em verdade um maravilhoso pregador; considerando tudo, o mais maravilhoso que eu jamais ouvi; era grande o privi_légio de ouvi-lo pregar, como só ele sabia pregar. Contudo, conhecendo-o intimamente, quero testificar que Moody era maior como intercessor do que como pregador. Enfren_tando obstáculos aparentemente invencíveis, ele sabia vencer todas as dificuldades. Sabia, e cria no mais profun_do de sua alma, que não havia nada demasiadamente difí_cil para Deus fazer, e que a oração podia conseguir tudo que Deus pudesse realizar."
Certo dia, na sua grande campanha em Londres, Moo_dy estava pregando num teatro repleto de pessoas da alta sociedade, e entre elas havia um membro da família real. Moody levantou-se e leu Lucas 4.27: "E havia muitos le_prosos em Israel no tempo do profeta Eliseu..." Ao chegar à palavra "Eliseu", ele não a podia pronunciar e começou a gaguejar e balbuciar. Começou a ler o versículo de novo, mas de novo não podia passar adiante. Experimentou a terceira vez e falhou pela terceira vez. Então fechou o livro e muito comovido olhou para cima, dizendo: "Ó Deus! use esta língua de gago para proclamar Cristo crucificado a este povo!" Desceu sobre ele o poder de Deus e ele derra_mou sua alma em tal torrente de palavras que o auditório inteiro ficou como que derretido pelo fogo divino.
Foi durante essa segunda visita às Ilhas Britânicas que fez a sua obra entre os homens das suas célebres universi_dades, Oxford e Cambridge. É uma história muitas vezes repetida de como ele, sem instrução, mas, com a graça de Deus e diplomacia, venceu a censura e fez entre os intelec_tuais o que alguns consideram a maior obra da sua vida.
Apesar de Moody não ter instrução acadêmica, reco_nhecia o grande valor da educação e sempre aconselhava a mocidade a se preparar para manejar bem a Palavra de Deus. Reconhecia a grande vantagem da instrução tam_bém para os que pregam no poder do Espírito Santo. Ain_da existem três grandes monumentos às suas convicções nesse ponto - as três escolas que ele fundou: O Instituto Bíblico em Chicago, com 38 prédios e 16000 alunos matriculados nas aulas diurnas, noturnas e Cursos por Corres_pondência; o Northfield Seminário, com 490 alunos, e a Escola do Monte Hermom, com 500 alunos.
Entretanto, ninguém se engane como alguns desses alunos e como diversos crentes entre nós, pensando que o grande poder de Moody era mais intelectual do que espiri_tual. Nesse ponto ele mesmo falava com ênfase: para maior clareza, citamos o seguinte de seus "Short Talks": "Não conheço coisa mais importante que a América preci_se do que de homens e mulheres inflamados com o fogo do Céu; nunca encontrei um homem (ou uma mulher) infla_mado com o Espírito de Deus que fracassasse. Creio que isso seja mesmo impossível; tais pessoas nunca se sentem desanimadas. Avançam mais e mais e se animam mais e mais. Amados, se não tendes essa iluminação, resolvei ad_quiri-la, e orai: 'Ó Deus ilumina-me com o teu Espírito Santo!'"
No que R. A. Torrey escreveu aparece o espírito dessas escolas que fundou:Moody costumava escrever-me antes de iniciar uma nova campanha, dizendo: Pretendo dar início ao trabalho no lugar tal e em tal dia; peço-lhe que convoque os estu_dantes para um dia de jejum e oração.' Eu lia essas cartas aos estudantes e lhes dizia: Moody deseja que tenhamos um dia de jejum e oração para pedir, primeiramente, as bênçãos divinas sobre nossas próprias almas e nosso traba_lho! Muitas vezes ficávamos ali na sala das aulas até alta noite - ou mesmo até a madrugada - clamando a Deus, porque Moody nos exortava a esperar até que recebêsse_mos a bênção. Quantos homens e mulheres não tenho eu conhecido, cujas vidas e caracteres foram transformados por aquelas noites de oração, e quantos têm conseguido grandes coisas, em muitas terras, como resultado daquelas horas gastas em súplicas a Deus!
"Até o dia da minha morte não poderei esquecer-me de 8 de julho de 1894. Era o último dia da Assembléia dos Es_tudantes de Northfield... Às 15 horas reunimo-nos em frente à casa da progenitora de Moody... Havia 456 pessoas em nossa companhia... Depois de andarmos alguns minu_tos, Moody achou que podíamos parar. Nós nos sentamos nos troncos de árvores caídas, em pedras, ou no chão. Moody então franqueou a palavra, dando licença para qual_quer estudante expressar-se. Uns 75 deles, um após outro, levantaram-se, dizendo: 'Eu não pude esperar até às 15 ho_ras, mas tenho estado sozinho com Deus desde o culto de manhã e creio que posso dizer que recebi o batismo com o Espírito Santo.' Ouvindo o testemunho desses jovens, Moody sugeriu o seguinte: 'Moços, por que não podemos ajoelhar-nos aqui, agora, e pedir que Deus manifeste em nós o poder do seu Espírito de um modo especial, como fez aos apóstolos no dia de Pentecoste?' E ali na montanha oramos.
"Na subida, tínhamos notado como se iam acumulan_do nuvens pesadas; no momento em que começamos a orar, principiou a chuva a cair sobre os grandes pinheiros e sobre nós. Porém houve uma outra qualidade de nuvem que há dez dias estava se acumulando sobre a cidade de Northfield - uma nuvem cheia da misericórdia, da graça e do poder divino, de sorte que naquela hora parecia que nossas orações bombardeavam essas nuvens, fazendo des_cer sobre nós, em grande poder, a virtude do Espírito San_to.
"Homens e mulheres, eis o de que todos nós carecemos - o batismo com o Espírito Santo!"
Que Moody mesmo era um estudante incansável, vê-se no seguinte:
"Todos os dias da sua vida, até o fim, segundo creio, ele se levantava muito cedo de manhã para meditar na Pala_vra de Deus. Costumava deixar sua cama às quatro horas da madrugada, mais ou menos, para estudar a Bíblia. Um dia ele me disse: Tara estudar, preciso me levantar antes que as outras pessoas acordem'. Ele se fechava num quarto afastado do resto da família, sozinho com a sua Bíblia e com o seu Deus.
"Pode-se falar em poder, porém, ai do homem que negligenciar o único Livro dado por Deus, que serve de ins_trumento, por meio do qual Ele dá e exerce seu poder. Um homem pode ler inúmeros livros e assistir a grandes con_venções; pode promover reuniões de oração que durem noi_tes inteiras, suplicando o poder do Espírito Santo, mas se tal homem não permanecer em contato íntimo e constante com o único Livro, a Bíblia, não lhe será concedido o po_der. Se já tem alguma força não conseguirá mantê-la, se_não pelo estudo diário, sério e intenso desse Livro."
Tudo no mundo tem de findar; chegou o tempo tam_bém para D. L. Moody findar o seu ministério aqui na ter_ra. Em 16 de novembro de 1899, no meio de sua campanha em Kansas City, com auditórios de 15.000 pessoas, pregou seu último sermão. É provável que soubesse que seria o úl_timo: certo é que seu apelo era ungido com poder vindo do Alto e centenas de almas foram ganhas para Cristo.

Para a nação, a sexta-feira, 22 de dezembro de 1899, foi o dia mais curto do ano, mas para D. L. Moody, foi o dia que clareou, foi o começo do dia que nunca findará. Às seis horas da manhã dormiu um ligeiro sono. Então os seus queridos ouviram-no dizer em voz clara: "Se isto é a mor_te, não há nenhum vale. Isto é glorioso. Entrei pelas portas e vi as crianças! (Dois de seus netos já falecidos). A terra recua; o céu se abre perante mim. Deus está me chaman_do!" Então virou-se para a sua esposa, a quem ele queria mais do que a todas as pessoas, a não ser Cristo, e disse: "Tu tens sido para mim uma boa esposa."(notas herois da fé Orlando Boyer,cpad,1992)


               MOVIMENTO PENTECOSTAL NA HISTÓRIA

   O pentecostalismo é resultado de uma grande sede espiritual e em razão desta sede muitos grupos passaram a buscar a DEUS intenssamente.Cristãos de varias denominações buscavam naqueles tempos de modernismo teológico e abandono da bíblia,um verdadeiro derramar do poder do alto.com a chegada dos dois grandes avivamentos nos estados unidos ,do pietismo ,do metodismo e do avivamento evangélico na Europa,pregadores calvinistas,luteranos e arminianos passaram a enfatizar o arrependimento e a piedade e a vida cristã.

  Com a chegada do reavivamento no fim do século XVII é inicio do século XVIII na Europa e na América do Norte, os pregadores calvinistas, luteranos e arminianos passarem a enfatizar o arrependimento e a piedade na vida cristã. Qualquer estudo do Pentecostalismo tem de se a ter aos eventos desse período, especialmente à doutrina da perfeição cristã ensinada por  João Weley o pai do Metodismo e pelo seu assistente João Fletcher. A publicação por Wesley de A Short Account of Chistian Perfection (1760) conclama seus seguiores a buscarem uma nova dimensão espirtual. Essa Segunda obra da graça, posterior  à conversão  libertaria os crentes de sua natureza moral imperfeita, que os tem induzido ao comportamento pecaminoso.  
No que diz respeito ao Metodismo, esse fora desenvolvido por este ex-pastor anglicano chamado John Wesley no século XVIII que considerava a salvação como um processo e não como algo já estabelecido e decidido como pensava os calvinistas em sua doutrina da predestinação. Para John Wesley é importante considerar a justificação “da fé na salvação, isto é, da convicção de ter-se remido assim como do sentimento de arrependimento, o que conduz à conversão” . Além disso,  ele também considerava importante a santificação, “que é o processo de salvação e a manifestação do Espírito Santo” Dessa forma John Wesley segundo Corten, “insiste na imediaticidade da salvação, atualização operada pelo Espírito Santo’ Essa doutrina  chegou à América do Norte  e inspirou o movimento de Santidade. Influenciou os cristãos a viver uma vida santificada, mas sem mencionar o falar em outras línguas. Aos que procuravam receber a “Segunda  benção era ensinado que cada cristão tinha que esperar (Lc 24: 49) pela promessa do batismo com o Espirito Santo. A crença numa segunda obra não ficou confinada ao circulo metodista, segundo Stanley.                                    
Embora a teologia reformada haja identificado o batismo no Espírito  com a conversão, alguns reavivalistas, dentro dessa tradição, aceitavam o conceito  de uma  segunda  obra  da graça  para revestir  de poder, acreditavam no conceito de uma segunda  obra  da graça para revestir  os cristãos no poder  do alto. Entre eles se encontrava  Dwight L. Moody e R.A Torrey. Apesar desse revestimento de poder  acreditavam  na santificação, mantinha-se em sua obra  progressivo outro personagem chave e o presbiteriano, A B.Simpsom, fundador da Aliança Cristã e Missionária, cuja forma de pensar teve grande impacto na formação doutrinarias das Assembléia de Deus, enfatizava nitidamente o batismo no Espirito Santo 
Vale destacar também que no século XVII o movimento puritano “Qualquer” na Inglaterra, apresentou traços semelhantes  aos que descrevemos anteriormente. “Jorge Fox ( 1642- 1691) líder deste seguimento cristão, passou a pregar, a partir  de 1647  que “o Espirito  Santo de Deus não fala somente pelas as escrituras”, mas que também o faz diretamente através daqueles que “interiormente são iluminados”. Afirma ainda que fosse preciso rejeitar o ministério profissional dos clérigos”. Este tipo de pregação utilizada nos avivamentos desse período adaptou-se  à sociedade norte-americana, cujo avanço dependia das aspirações  e do desempenho dos pioneiros imigrantes que começavam vida nova em nova terra. Nisto o avivamento diferenciava-se  do calvinismo tradicional, que tinha em sua doutrina a questão  da incapacidade humana  e da soberania total de Deus, com certo elitismo que  chocava  com o pensamento popular. “O protestantismo norte-americano foi marcado pelo voluntárismo, o avivamento de forma geral pregava  “que “ todos poderiam estar sobre a graça de Deus”. Enquanto o calvinismo tradicional considerava a graça acessível apenas para os escolhidos, com reflexos na vida secular. O pentecostalismo tendo origem nas doutrinas  de Jonh Wesley, o qual acreditava que o homem devia após a justificação dedicar-se à santificação.
Desta doutrina apropriaram  evangelistas  e teólogos  que faziam parte do movimento de santificação (holiness), surgido nos EUA, em meados do século XIX. Segundo Campos, “Este movimento separou-se dos metodistas carismáticos, distinguidos conversão e santificação  e denominando esta ultima de “batismo no Espirito Santo”. Campos enfatiza:  . Entre 1880 à 1923 surgiram cerca de duzentas denominações  (grupos de orações ) nos EUA. Assim forão surgindo os primeiros movimentos um deles, Ricgard G. Sperling, pastor batista licenciado, promoveu reuniões na Carolina do Norte, marcada por intensa glossolalia (Falar em línguas estranhas). Mas foi Charles Fox Parham, “evangelista metodista dos movimentos de santidade”  quem realmente aprofundou a discussão em torno do batismo do Espirito Santo. “Convencido pelos seus próprios estudos de Atos dos Apóstolos  e influenciado por Irwin Sandford, testemunhou Parham um reavivamento notável na escola Bethel  Topeka Kansas, em janeiro de 1901”              
  Parham propôs aos seus alunos a seguinte questão: Existe uma evidencia bíblica  para o batismo do Espírito Santo?  Após um tempo de pesquisa na bíblia, os estudantes chegaram à conclusão de que  a glossolalia  era o sinal que procuravam. Se havia tal evidência na bíblia faltava uma experiência em que alguém falasse as novas línguas. Esse fato ocorreu na passagem de ano de 1901. Durante uma vigília, Agnes Ozman ( uma das alunas de Parham ) sentiu a necessidade de receber as preces e imposição de mãos, com a oração, Agnez falou em outras línguas, era o começo do pentecostalismo nos EUA.  
Em  1905  Parham criou a escola bíblica de Houston no estado do Texas. Dentre seus alunos estava W.J. Seymour que era um pregador negro procedente de Holiness. Convencido  de que a glossolalia  sinalizava  o batismo do Espirito Santo, Seymor  passou  a destacar esta experiência em suas pregações. Quando foi para Los Angeles, falou em uma igreja dos nazarenos, mas acabou proibido de continuar suas exposições, mas devido a insistência com que tratava  a nova doutrina  e o escândalos aos olhos dos protestantes conversadores. Seymour passou a realizar as reuniões em uma casa, no dia 06 de abril de 1906 oito pessoas entre elas  um menino foram batizada com o Espírito Santo e falaram novas línguas. Seymour se se transferiu  para um velho templo metodista  na rua Azuza, onde por três anos  sucederam reuniões  dia e noite, segundo Stanley.                                     Topeka contribuiu para o reavivamento  da Rua Azuza em Los Angeles, as noticias das chuvas serôdias (Jl 2.23) espalharam-se rapidamente por outros países através  do jornal  de Seymour  Apostolic Faith, mediante os esforços dos que saíram  das reuniões da Rua Azuza às várias partes da América  do Norte e ao estrangeiro. Embora ocorrido outros avivamento reavivamento pentecostais importantes, a complexidade e a importância do reavivamento de Los Angeles continua a ser um desafio aos historiadores.

Fonte  ministerio

    O PRINCIPIO DO AVIVAMENTO PENTECOSTAL SECULO 19.

  O final do seculo 19 e incio do 20 ,foi um tempo de incertezas,duvidas e uma época de imenssas sede espiritual .De um lado ,um decadente abandono das verdades bíblicas e de outro um dogmatismo frio e legalista ,tomaram conte das igrejas.Grupo de crentes criam e buscavam um poderoso avivamento vindo da parte de DEUS.Dentre estes crentes simples ,estavam os alunos do pequeno bethel bible college ,em topeka;estado americano do kansas.Esta escola foi fundada em 1900 por charles parhan,pastor metodista do movimento de santidade.Pouco antes do natal começaram a estudar atos dos apóstolos,e então ,ao estudar o capitulo 2 ,chegaram a conclusão que as línguas são evidencia inicial deste batismo de poder.

  Uma aluna chamada agnes ozman pediu aos colegas que impusessem as mãos sobre ela para que recebesse o batismo no ESPIRTO SANTO .115 PESSOAS estavam presente na véspera do ano de 1901 buscando a face do SENHOR,quando agnes receou o BATISMO NO ESPIRITO SANTO.Foi a primeira pessoa que temos noticia a ser batizadas no ESPIRITO SANTO no seculo 20 .

                      O AVIVAMENTO DA RUA AZUZA 1909

    Por cinco anos parhan e seus alunos pregaram o evangelho da fé apostólica por todo o sudoeste americano.Embora parhan fosse bem sucedido nalgumas reuniões,coube a um aluno seu,william seymor ,ser o difusor do movimento pentecostal.seymor ,era um pregador do movimento holiness..Em 1906 ,seymor foi pregar numa igreja de ascendencia africana do movimento hollines,é bom dizer que esta altura ,seymor ainda não ers batixado  no ESPIRITO SANTO ,porem ,sem ele o saber ,iria conduzir uma das maires reuniões avivalisticas da igreja,o chamando "avivamento da rua azuza"de 1909.Em pouco temop ,a igreja de seymor beirava 1.3 mim pessoas.Em todo o pais ,o avivamento da rua azuza se reproduziu ,e na cidade de chicago em particular,onde dois jovens imigrantes suecos receberam a promessa e posteriormente DEUS OS COMISSIONARIA PARA O BRASIL.


                           MEMORIAS DO AVIVAMENTO AZUZA

RELATO DO PASTOR PIONEIRO EM AZUZA REFLETE COMO RELEVANTES PONTOS DOUTRINARIOS ERAM INTERPRETADOS.   
Depois de um periodo de um periodo de oração ,o Senhor me mostrou que deveria voltar á reunião que havia sido transferido da RUA BONNIE BRAE PARA A RUA AZUZA,312 diz frank bartleman."Haviam alugado uma casa antiga de madeira que fora antes uma igreja metodista ,no centro da cidade ,e que durante muito tempo não fora usada para reuniões.Tornam-se um depósito de madeira velha e cimento ,mas agora limparam a sujeira e o entulho retirado foi suficiente para dar lugar a umas tabuas no meio do salão ,em cima de barris velhos.desta forma,dá lugar para cerca de 30 pessoas,se me lembro corretamente.Sentavam-se formando um quadrado uns para os outros.Senti tremenda força interior para ir a reunião daquela noite".frank bartlemam"Era minha primeira visita á missão AZUZA.Mamãe  wheaton,que estava vivendo conosco naquela época,iria tambebém.Ele era tão vagarosa no andar que eu mal conseguiria espera-la.Chegamos lá finalmente e encontrei cerca de 12 irmãos ,os irmãos de SEYMOUR dirigindo os trabalhos.
       Frank b."arca  do SENHOR' começou a se mover vagarosamente ,mas com firmeza em AZUZA.No principio era carregada nos ombros dos sacerdotes indicados por ele mesmo.Não tinhamos nenhuma"carroça nova na naqueles dias para agradar as multidões mistas e carnais.Tinhamos de combater contra satanas,mas a 'arca"não era puxada por bois.Os sacerdotes estavam "vivos para Deus",atravez de muita preparação e oração.O dicernimento não era perfeito ,e o inimigo tirou algum proveito disto,e trouxe algumas criticas ao trabalho ,mas os irmãos logo aprenderam a apartar o precioso do vil.Todas as forças do inferno estavam combinadas contra nós ,no principio.Nem tudo era bençãos.Na realidade ,a luta foi terrivel.Satanas procurava  como sempre ,para destruir o trabalho ,se possivel .Mas o fogo não podia ser apagado.Irmãos fortes haviam se reunido com ajuda do SENHOR.Aos poucos se levantou uma onda de vitória.MAS TUDO ISTO VEIO DE UMA PEQUENINA CHAMA.
  Frank b."preguei uma menssagem na minha primeira reunião em AZUZA,e dois irmãos falaram em linguás.Muita bençãos pareciam acompanhar estas manifestações.Logo todos já sabiam que o SENHOR estava operando na RUA AZUZA e pessoas de todas as classes começaram a  as reuniões.Muitos estavam apenas curiosos e não acreditavam ,mas outros tinham fome da presença do SENHOR.Os jornais começaram a ridicularizar e a debochar das reuniões ,oferecendo -nos ,desta maneira muita publicidade gratuita ..Isto trouxe as multidões.O diabo superou-se a si mesmo outra vez.Perseguições extremas nunca fazem mal á obra.Tinhamos de nos preocupar mais com os espiritos malignos que trabalhava dentro da obra.Até mesmo espiritas e hipnotizadores vieram investigar o que fasiamos e tentavam nos influenciar.Apareceram então todos os descontentes religiosos e charlatões ,procurando um lugar para trabalhar.Estes são os que nos causavam mais temor ,porquanto constituem sempre perigo para todos os trabalhos que estão sendo inciados,e não encontram guarida noutros lugares.Esta situação lançou medo sobre muitas pessoas ,o que foi quase insuperavel e impediu muito ação do ESPIRITO SANTO.Varias pessoas temiam buscar a DEUS por pensar que o inimigo poderia pega-las.
      FRANK B."Descobrimos ,logo no inicio que ,quando tinhamos de segurar a arca (1cr13.9),o SENHOR parava de trabalhar .Não ousavamos chamar muito a atenção do povo para o que o maligno tenteva realizar ,pois o resultado seria medo.Só podiamos orar:então DEUS nos deu vitória .Havia a presença de DEUS conosco atrvez da oração ;podiamos contar com ela.Os lideres tinham uma experiência bastante limitada ,e a grande maravilha é que o trabalho tenha sobrevivido contra seus poderosos adversarios.Mas era de DEUS.era este o segredo.

             EXPERIENCIAS COM ESPIRITO SANTO EM AZUZA 

   FRANK B."Nos primeiros dias da missão AZUZA,tanto o ceu e inferno pareciam ter chegado a cidade.Os homens estavam a ponto de estourar e havia uma poderosa convicção sobre o povo em geral.As pessoas pareciam cair aos pedaços até na rua ,sem nenhuma provocação.Havia como que uma cerca em volta da missão AZUZA feita pelo ESPIRITO SANTO .Quando  o povo atravessava ,a sois ou tres quarteirões de distancia ,era tomado pela convicção dos seus pecados.O trabalho era cada vez mais claro e forte em AZUZA.Deus operava poderosamente .PARECIA QUE TODOS TINHAM QUE IR A RUA AZUZA.Havia missionarios vindos da africa .india ,e ilhas oceanicas.
       FRANK B."pregadores e obreiros atravessava o continente ,e vinham de ilhas distantes ,motivados por uma atração irresistivel por los angeles."congregai meus santos"sl 50.1-7).Haviam sido chamados para assistir ao PENTECOSTES,embora não soubessem.Era chamados de DEUS  O QUE ESTAVA OCORENDO LA.Reuniões indenpendentes ,em lonas e reuniões ,começaram a fechar por falta de gente.Seus membros estavam todos em AZUZA.O irmão e a irmã   garr fecharam o auditório "sarça ardente "e vieram a AZUZA para serem batizados no ESPIRITO SANTO,E LOGO FORAM PARA INDIA ESPALHAR A CHAMA.Houve muita perseguição ,principalmente por parte da imprenssa.Escreviam coisas incriveis ,mas isso só fazia que mais gente viesse.Muitos deram ao movimento seis meses de vida.Em pouco tempo havia reuniões noite e dia sem interrupção.Todas as noites a casa estava lotada.Todo o prédio em cima e embaixo havia sido esvaziado e estava sendo utilizado .
   O amor divino se manifestava maravilhosamente nestas reuniões.Não se permitia nem sequer uma palavra indelicada contra os inimigos ou outras igrajas.A menssagem era o amor de DEUS.Era e como se o primeiro amor da igreja primitiva houvesse retornado.O BATISMO NO ESPIRITO SANTO como o recebiamos no principio,não permitia que penssacemos o mal contra qualquer criatura.O ESPIRITO  SANTO era muito sensivel ,como uma pomba delicada.A pomba não fel,sabiamos ,imediatamente ,quando magoavamos o ESPIRITO SANTO POR MEIO de um penssamento ou de uma palavra.Pareciamos viver num mar de puro amor divino.O Senhor lutava por nós naqueles dias.Nós nos submetemos ao seu julgamento em todos os assuntos,nuca buscando defender o nosso trabalho ou a nossa pessoa.Viviamos em sua maravilhosa e real presença.E nada contrario ao seu puro espirito santo ERA PERMITIDO.
     O falso era separado do real pelo santo espirito de DEUS.A propia palavra de DEUS era que resolvia todos os assuntos.O coração do povo,tanto em ação como em motivação ,era descoberto até o cerne mais profundo .Não era nenhuma brincadeira tornar-se menbro do grupo (atos 5..13)a não ser que levasse as coisas a serio ,e quisesse ir até o fim.Naquele tempo,para receber o batismo era necessario passar pela morte e por um processo de purificação .Tinhamos uma sala especial em cima para aqueles que buscavam com mais fervor o batismo ,embora muitos fossem batizados no ESPIRITO SANTO também em plena reunião.Muitas vezes eram batizados enquanto estavam sentados .Na parede da sala especial estava escrito "é proibido falar"Não sabiamos nada de conquistar pelo barulho naquela época".
   FRANK B."O espirito santo operava profundamente.Uma pessoa inquieta ou que falasse sem pensar era logo reprendida pelo ESPIRITO SANTO.Estavamos sem terra santa.Esta atmosfera era insuportavel para os carnais .Geralmente passavam bem longe daquela sala,a não ser que já houvessem sido subjugados e esvaziados pelo ESPIRITO SANTO.SÓ IAM PARA OS QUE VERDADEIRAMENTE BUSCAVAM A DEUS OS QUE ESTAVAM SÉRIOS COM ELE.Este não era um lugar para manifestações emotivas nem para desmaios ou dar vazar a sentimentos negativos.Os homens não gritavam naquele tempo.Eles busvam a misericórdia do SENHOR,diante do seu trono.SUA atitude era de quem tirava os sapatos por estar em terra santa.

                         AÇÃO DO ESPIRITO SANTO NA MUSICA 

     FRANK B."                  Sexta -feira 15 de junho ,em AZUZA ,o ESPIRITO DERRAMOU o coro celestial em minha alma.Encontrei -me de repente ,unindo -me aos demais que haviam recebido esse dom sobrenatural.Era uma manifestação espontanea  e de tal arrebatamento que nenhuma língua humana poderia descrever.No incio esta manifestação era maravilhosamente pura e poderosa.Ninguém poderia compreender esse dom de canticos em línguas espirituais além daqueles atravez dos quais se manifestava.Era realmente um novo cantico no ESPIRITO .Quando o ouvia pela primeira vez numa reunião ,um grande desejo entrou em minha alma por recebe-lo.Achava que expressaria muito bem todos os meus sentimentos reprimidos.Eu ainda não falara em linguas.A nova canção ,no entanto ,me conquistou.Era um dom de alto nivel e apareceu entre nós logo no começo do trabalho em AZUZA.Ninguem havia pregado sobre isso. O senhor havia derramado sobrenamentente o "restante do azeite"o batismo e chuva seródia.Manifestava-se á medida que o ESPIRITO SANTO impulsionava as pessoas que tinham o dom ,individualmente ou em grupo.As vezes era sem palavras ,outras vezes em linguas.O esfeito sobre o povo era maravilhoso.Havia uma atmosfera celestial ,como se os própios anjos estivessem presentes e houvesse se se unido a nós.Provavelmente isto ocorria mesmo parecia fazer cessar toda critica e oposição ,e era dificil até para os impios nega-lo ou ridiculariza-lo.
          FRANK B."  Alguns condenam esses canticos novos sem palavras.Mas não foi o som  dado antes de linguagem?E  não inteligencia sem linguagem?Quem compos a primeira música?Temos sempre se seguir a composição da algum homem que veio antes de nós?Somos por demais adoradores da tradição.O falar em linguas não esta de acordo com a sabedoria ou com conhecimento humano.E por que não um  dom de canticos espirituais?De fato ,estes são um desafio aos canticos religiosos de ritmo moderno que usamos hoje.E provavelmente foram dados com este proposito.Entretanto ,alguns do antigos hinos são muito bons da cantar também ,e não devem ser despezados.Alguem disse que cada novo avivamento traz sua própia hinologia.E isto realmente aconteceu conosco.No principio ,em azuza ,não tinhamos instrumentos musicais.Na realidade ,não sentiamos necessidade deles.Não havia lugar para ele sem nosso louvor.Tudo era esponteneo.Não cantavamos nem com hinarios.Todos os hinos antigos eram cantados de memória .vivificados pelo ESPIRITO SANTO"era provavelmente o mais cantado."veio o consolador".Cantavamos com coração cheios dessa experiência nova e poderosa.OH,como o poder de DEUS NOS ENCHIAe nos comovia.Os hinos sobre o sangue de jesus também eram muito populares."a vida esta no sangue".as experinecias do sinai ,calvario e pentecostes tinham seus lugares certos no trabalhos em azuza.Contudo ,as novas canções eram totalmente deferentes,pois não podiam ser falsificados com sucesso.O corvo não podia imitar a pomba.
    FRANK B."  Mais tarde começaram a desprezar esta dom o ser humano se impos outra vez.Colocaram-no para fora com o uso do hinario  e hinos selecionados pelos lideres.Os  ANTIGOS HINOS SÃO PROFANADOS pelas mudanças e procuram produzir novos estilos todos os anos para que haja as vezes mais lucro.Há muito pouca coisa espiritual neles.naqueles dias era sopro de DEUS tocando as cordas dos corações das pessoas ou nas cordas vocais .As notas eram maravilhosamente doces no volume como na duração.Eram as vezes impossiveis humanamente ,era o cantar no ESPIRITO.

                                 A LIDERANÇA DA RUA AZUZA

         O irmão seymour foi aceito como lider nominal.Mas não havia papa ou hierarquia.Eramos todos irmãos.Não tinhamos progamas humanos.O SENHOR MESMO LIDERAVA .,não havia uma classe sacerdotal.Estas coisas surgiram depois ,a medida que o movimento se distanciou .No  principio não tinhamos nem plataforma ,nem pulpito.Todos estavam no mesmo nivel.Os ministros eram servos na verdade concepção da palavra.Não homenageavam os homens pelo que tinham a mais de recursos ou instrução ,mas pelos dons que DEUS lhes dera.O irmão Seymor geralmente ficava sentado atras de duas caixas vazias uma em cima da outra.Usualmente mantinha a cabeça dentro de uma delas,durante o culto em oração.Não havia orgulho aqui.OS cultos eram quase que continuos   .Almas sequiosas podiam ser encontradas sob o poder de DEUS quase a qualquer hora de dia ou de noite.Nunca o local estava fachado ou vazio.O povo vinha encontrar-se com DEUS,ele estava ali;por isso a reunião era continua e não carecia de liderança.
      FRANK B." A presença de DEUS tornava-se mais e mais maravilhosa.Naqueles antigo prédio de teto baixo e piso descoberto.O orgulho  e a auto afirmação  a auto importancia e a auto estima não podiam sobreviver ali .o ego religioso  pregava rapidamente seu pŕopio sermão de aniquilação.Nenhum, assunto ou pregação  era anunciado de antemão e nenhum pregador especialista para essa hora.Ninguem sabia o que queria acontecer e nem o que DEUS faria.Tudo era esponteneo ,comando pelo ESPIRITO.QUERIAMOS OUVIR DEUS ATRAVEZ DE QUEM ELE FALASSE.!Não faziamos acepção de pessoas .Os ricos e cultos eram iguais aos pobres ,ignorantes ,e eram  muito mais dificil para aqueles morrerem.Só reconheciamos a DEUS,todos eram iguais.Nenhuma pessoa poderia gloriar-se na sua presença,,e ele não podia usar quem tivesse opiniões própias.Eram reuniões do espirito santo ,guiadas pelo SENHOR.
       O  avivamento tinha de começar num ambiente humilde para o elemento egoista  e humano não encontrasse...Todos caiam a seus pés com humildade.todos  se assemelham e tinham tudo em comum ,neste sentido pelo menos. O teto era baixo e por isso as pessoas altas deviam dobrar-se.Ao chegarem a azuza já tinham se humilhado ,e estavam preparadas para  as bençãos .Aforegem estava preparada para ovelhas ,,todos podiam alcança-las.As reuniões começavam espontaneamente com testemunhos,louvor e adoração.Os testemunhos nunca eram apressados pela agitação do homem.Não tinhamos um progama preestabelecido que tinha de ser empurrado de qualquer maneira.Nosso tempo pertencia a DEUS,tinhamos verdadeiros testemunhos vindos com experiencias,se não for assim,,quando menores forem os testemunhos melhor é.Uma duzia de pessoas as vezes estavam de pé tremendo sob o poder DEUS.Não precisavamos que um lider nos indicasse o que fazer,mas também não havia desordem.Estavamos absorvidos em DEUS nas reuniões atravez da oração.As nossas mentes estavam voltadas exclusivamente para ele e todos lhe obedeciam com mansidão e humildade,em honra nos ..... uns aos outros (rm12:10).

      FRENK B."O senhor podia irromper atravez de qualquer de um.Oravamos por isso .Alguem finalmente ficava de pé ungindo com a menssagem .Todos reconheciam isso e permitiamos que acontecesse.Podia ser uma criança ,um homem ou mulher.Podia ser do banco da traz ou da frente,não fazia diferença.regozijavamos na obra  do SENHOR,ninguém  queria aparecer,só penssavamos em obedecer ao SENHOR.N a verdade havia uma tal atmosfera divina que só um tolo se colocaria de pé sem verdadeira unção.e mesmo assim açao duraria muito.As reuniões eram controladas pelo ESPIRITO diretamente do trono da graça.Verdadeiramente foram dias maravilhosos "..

            DEUS TRATA COM O BATISMO NO ESPIRITO SANTO 

                                                     FRANK .B.
  Homens presunçosos as vezes apareciam em nosso meio,especialmente pregadores que tentavam espalhar suas própias idéias,porem duravam pouco,ficavam sem folego ,suas mentes vagavam ,não podiam continuar,nunca vi ninguém que tivesse tido sucesso naqueles dias;lutando contra o pŕopio DEUS.Ninguem precisa interrompe=lo ,simplesmente ORAVAMOS SE O ESPIRITO SANTO FAZIA O RESTO"Queriamos que o ESPIRITO controlasse tudo,ele os confundia logo.Eram carregados para fora os mortos espiritualmente falando.Geralmente  se humilhavam até o pó ,passando o mesmo processo pelo qual passaremos.Em outras palavras .eram esvaziadas de si mesmo;depois se viam com todas as suas fraquezas e com humildade de criança confessava tudo;DEUS os  "ENTÃO  TRANBORDAVA -OS PODEROSAMENTE ATRAVEZ DO BATISMO NO ESPIRITO SANTO""O VELHO HOMEM MORRIA".COM TODO SEU ORGULHO E ARROGANCIA E  BOA OBRA".No meu começo diz frank b.passei não me suportar.,supliquei a DEUS que colocasse uma cortina entre mim e meu passado ,de tal forma que apagasse até mesmo as minhas derradeiras ações.O senhor mandou que esquecesse cada boa ação como se nunca tivesse realizada;e que prosseguisse adianta como se nunca tivesse feito nada para ELE para que as minhas obras não tornassem uma armadilha contra mim mesmo.Viviamos coisas maravilhosas naqueles dias .Até homens muito bons chegaram a desprezar-se quando viam a luz mais clara de Deus.OS pregadores é que custavam a se entregar,tinham muito para entregar a morte,tanta fama de boas obras ,quando entretanto ,DEUS finalizava sua obra neles com alegria viravam uma pagina e começavam outro capítulo.Portanto havia uma razão para ele lutarem tanto .a morte não é uma razão para eles lutarem tanto ,a morte não é uma experiência agradavel ,e os homens fortes custam a morrer.

       O irmão ansel post diz Frank b. um pregador batista estava sentado numa cadeira no meio da sala numa reunião a noite ,de repente veio sobre ele o ESPIRITO SANTO,deu salto e começou a louvar a DEU Sem linguas abraçando todos os irmãos que pode,estava cheio do amor  de DEUS,mais tarde foi para egito como missionario. 

 Estamos no seculo do centenário só pentecostalismo em solo brasileiro ,sem dúvida alguma o maior movimento de renovação da história da igreja.Nesses mais de cem anos de história é possível percebemos que o pentecostalismo se distingue dos demais movimentos de renovação da igreja graças a sua própria identidade-a doutrina do batismo no ESPRITO SANTO.Foi a  crença de que os crentes poderiam viver a mesma experiência dos primeiros anos do seculo 20 ,o movimento pentecostal.O pentecostalismo é uma prova inquestionavel de que as palavras de Jesus ,registradas nos evangelhos (jo14:16,26;15.26;16.7).(rev.manual do obreiro cpad).

 Aqui faremos uma exposição sobre o que consideramos ser o o principal fundamento pentecostal,isto é a doutrina do batismo .Mas diferente de uma anualize de natureza puramente subjetiva,desejo fazer uma reflexão sobre essa importante doutrina a partir do seu lado pratico e evidente.Posteriormente iremos anualizar alguns dos mais importantes pressupostos dessa identidade pentecostal.Como todo movimento que causou impacto na historia ,o pentecostalismo também possui seus atores e seus ícones.Sem dúvida os nomes de frank bartleman ,donald gee,para citar a primeira e segunda geração ,são verdadeiros icnes dessa história.Em um momento em que o pentecostalismo parece se afastar e até mesmo querer renunciar sua principal identidade ,faz -se necessário passarmos a nossa história em revista.

                                     FRANK BARTLEMAM 

     Frank bartlemam (1871-1936)foi um importante evangelista do movimento de santidade norte americano que recebeu noticias do avivamento no pais de gales,ocorrido em 1904,,passando a dedicar a sua vida a orar e publicar livros e folhetos conclamando outros a orar e buscar um avivamento para cidade de los Angeles,califórnia.No seu livor Azuza:a historia do avivamento ,ele narra sua experiência pentecostal do batismo no Espirito santo."no dia 16 de agosto (1906),á tarde ,o Espirito Santo se manifestou atravez de mim,por meio das linguás .Estávamos em sete ,naquela ocasião.Era um dia de semana.Apos alguns testemunhos e louvor ,tudo ficou quieto,e eu andava silenciosamente de um lado parado ou ,louvando ao Senhor no meu espirito.De repente ,uma vos forte falando em uma língua que eu não conhecia.Mais tarde ,ouvi sobre uma experiencia semelhante na índia.Parecia arrebatar-me e satisfazer totalmente toda a tendencia ao louvor que estava presa dentro de mim.Em poucos instantes ,encontrei-me com algo que independia de minha vontade própria ,enuviando com minhas cordas vocais os mesmos sons que antes ouvira .Era a continuação exata do que eu ouvira alguns minutos.Parecia-me língua perfeita ,senti-me como um espectador.Entreguei -me inteiramente a Deus e fui com simplicidade carregado por SUA vontade,como por um riacho divino.Eu poderia ter me calado se quisesse ,mas não o faria por nada neste mundo.Uma sensação de consiencia celestial se seguiu.E impossível descrever a experiência com precisão .Deve ser expirimentada para ser apreciada.Não houve esforço de minha parte para falar ,e nem a menor luta contra este fluir espontâneo.A experiência era sagrada: O ESPIRITO SANTO  tocava nas minhas cordas vocais como uma harpa sendo tangida pelo vento.Tudo que foi dito foi completa surpresa para mim,pois nunca me esforçava para falar em línguas.PELO contrario ,porque eu não podia compreende-las com minha mente natural,tinha até medo da experiência.Este foi relato da experiência de Frank Bartlemam (1871-1936).(rev.manual do obreiro cpad) 

                   EXPERIÊNCIA DO PASTOR DONALD GEE

 Por outro lado ,Donald gee (1891-1966),foi pastor ,escritores um dos maires lideres renomados do pentecostalismo britânico.GEE se tornou-se um dos maires mestres dentro do movimento pentecostal,tendo escrito vários livros sobre os dons espirituais.GEE descreveu sua experiência pentecostal da seguinte forma:"numa noite de quarta feira em março de 1913,toquei orgão no culto de meio de semana na igreja congregacional(que terminava as 21h pontualmente),e depois corri para desfrutar do restante de reunião de highbury new park).Depois do termino da reunião (aproximadamente ás 22:30min),o irmão que vinha dirigindo o culto ,um respeitável pastor irlandês,colocou-me á prova numa espécie de catecismo .-Tem certeza da salvação?-sim-já é batizado?sim.-já é batizado com o ESPIRITO SANTO?-não-porque não?expliquei lhe a minha versão a "espera"que pareciam uma eternidade.Ele incentivou-me dizendo que isso não era necessário.E,abrindo a sua bilbia ,leu para mim lucas 11:13,e depois marcos 11:24.Então perguntou-me se eu acreditava nesses versículos.Garaebti-lhe que sim,e no momento em que demonstrei-lhe minha fé ,era como se Deus jorrasse do céu para o interior do meu coração ,uma certeza absoluta de que essas promessas esatavam sendo realmente cumpridas em mim.Não tive uma manifestação imediata,mas fui para casa tremendamente feliz,tendo já recebido o batismo com o ESPIRITO SANTO"pela fé",compreendi nitidamente ,entretanto ,fato de que nessa experiência eu havia crido na Palavra DE DEUS,porque tratava-se de manifestação bíblica do Espirito Santo,como no livro de atos e,assim,eu cri totalmente e não pensei em mais nada.Desde aquele instante ,minha alegria e satisfação foram intensas,até que aprendi ,com dificuldade como expressar_me na oração e louvor.Certeza de que Deus havia cumprido de fato sua promessa dava-me convicção.Expirimentei  uma nova plenitude acima das palavras,e descobri que tornava -me cada vez mais dicificil adequar minha voz todo o louvor existente em minha alma.Essa situação continuou duranta duas semanas aproximadamente,e então ,numa noite ,quando estava orando sozinho ao lado de minha cama antes de dormir ,,e quando novamente não encontrei nenhuma palavra em inglês adequada para expressar o transbordamento de minha alma ,descobri que estava começando a balbuciar palavras em uma nova língua .Eu estava numa de êxtase espiritual ,e lancei-me inteiramente no SENHOR .Pela primeira vez,eu ,pessoalmente senti a experiência registrada em 1 cor 14.2.Um louvor crescente afluía agora em minha alma também nas reuniões ,até que comecei a falar em outras línguas publicamente.Cantava muito em outras línguas também quando a pequena congregação era visitada pelo ESPIRITO SANTO a esse fim durante nossos momentos de oração e adoração.Toda minha experiência cristã foi evolucionada.Eu não procurava mais aqui e ali por benção espiritual-eu havia recebido.Todo meu prazer estava na oração,no estudo da bíblia e na comunhão dos irmãos  em Cristo."(rev.manual do obreiro cpad).

                                      STANLEY HORTON  

    O que bartlemam  e gee foram para o pentecostalismo clássico nos seus primeiros anos ,Stanley Horton 1916 o é para atual geração .Horton é neto de Élmer Fischer ,um dos pioneiros do movimento pentecostal,e  é considerado um dos maiores teólogos das Assembleia de Deus norte americana.Em seu livro o avivamento pentecostal as origens e o futuro do maior movimento espiritual de todos os tempos ,relatou sua experiência pentecostal"quando eu tinha 14 anos ,Horton ,meu irmão mais novo e eu passamos o verão com minha tia Ruth ,irmã de minha mãe ,e seu marido ,Wesley r.steelberg ,,pastor da Assembleia de DEUS  em sacramento.Certa vez ,na convenção dos embaixadores pentecostais para cristo ,fui a frente orar com os outros jovens.A presença do Senhor tornou-se tão real que desliguei-me de tudo ,perdendo a noção do tempo.Finalmente um homem bateu no meu ombro e perguntou;você esta bem?As luzes estavam quase todas apagadas ,as pessoas já tinham ido embora,mas não recebi o batismo no Espirito Santo,talvez eu estivesse um pouco hesitante,devido a um fato ocorrido quando eu tinha oito anos.


    Em resposta ,o Senhor faça-me-me lembrar de meu avo,Samuel Horton fez uma delicada operação .Ele tinha 75 anos de idade.No ano de 1936 recebi o batismo no Espirito Santo.O mesmo Espirito Santo tornou Jesus bem real para mim.Pude sentir o seu toque e a sua presença como nuca antes na minha vida.Porém ,com havia falado  apenas algumas palavras em línguas e ainda não totalmente estabelecido da experiência anterior ,comecei a peguntar-me se o que eu havia recebido era realmente o que buscava.Na noite seguinte ,prostei-me diante do altar em oração ,ninguém acercou-me de mim para orar em meu favor ,porque eu já era batizado.Aquilo poderia ter sido um equivoco.As pessoas batizadas precisavam ser encorajadas a prosseguir.Não obstante ,eu disse "Senhor;-se há  nisso ,então eu o desejo." imediatamente ,abri-me uma torneira.E as línguas jorraram.Por quase duas semanas não me foi possível  falar em inglês"(nota rev.manual do obreiro cpad).  

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